O RAIO FEMININO

O RAIO FEMININO

Por Zulma Reyo

Publicado na Revista ATHANOR, de Barcelona, em 2012.

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 Depois de um longo período de predominância do Raio Masculino, a influência do Raio Feminino deixa-se sentir cada vez mais na Terra. Este Raio provocará mudanças em tudo o que é conhecido, desde as formas de pensar até as estruturas físicas.

 

Movimentos galácticos

Neste momento, existem dois movimentos galácticos determinantes que afetam a humanidade de maneira importante e que marcam uma transição radical entre épocas diferentes.

O primeiro movimento, associado ao final do 5º sol maia em 2012, tem relação com um ajuste vibratório que favorece a ativação da consciência da humanidade. Recalibra a frequência do planeta com o resto do Sistema Solar, acelerando o ritmo vibratório da matéria para que se aproxime mais do ritmo da inteligência ou do coração galáctico. Isto ocorre através das células do planeta, ou seja, da humanidade. Diz-se que mudará o mundo como o conhecemos.

Não temos precedentes para avaliar o que está ocorrendo. Somente dispomos da memória sutil interior que nos diz que o “final” que presenciamos é, na realidade, uma elevação e que já conhecemos isto. Os maias datam a criação da humanidade no ano 16230 A.C.. Também citam delegações interplanetárias. Na realidade, e segundo referências gregas clássicas de épocas pré-dinásticas egípcias, para essas datas, apesar da severidade das épocas glaciais anteriores, entendia-se que a civilização existia há milênios sob outro alinhamento estelar.

Não existiam nem a extensa população, nem a atual complexidade psicológica. Hoje, nos confrontamos com um final de ciclo para o início de outro grande ciclo. A vida planetária nunca deixou de existir, mesmo que haja vibrado de maneira diferente.

O segundo movimento que nos afeta com uma intensidade progressiva é a aproximação do que denomino o Raio Feminino que entrará em seu ápice no ano 2500 e que, segundo minha percepção, tem origem externa ao Sistema Solar. Este raio alterna com o Raio Masculino e cada qualidade de gênero predomina em uma estrutura psicofísica da sociedade por um período de 5.000 anos. O raio em vigor, o Raio Masculino, nos afeta pessoal e coletivamente. Reorienta e recalibra a expressão de códigos, dinâmicas e a manifestação da inteligência, da percepção e da projeção da força.

O Raio Feminino não tem uma função especificamente espiritual, mas uma função de refinamento. Conduz a humanidade a modelos coletivos e compassivos. Oferece um modelo alternativo ao que conhecemos como masculino. Incentiva a mulher a atuar com coerência na liderança do mundo de agora, por meio da sua peculiar estrutura receptiva e grupal, não baseada no raciocínio.

A última vez que presenciamos uma atividade desta natureza foi durante a época de Jesus e Madalena. Através da sua linha evolutiva afinada com o matriarcado da antiguidade e o Raio Feminino, Madalena reintroduziu essa consciência através dos seus ensinamentos, seu domínio das forças e energias terrenas e estelares, acompanhando Jesus em um tempo de expressão expansivamente masculina. O movimento foi extinto pela força bruta e o enfoque linear do intelecto, mas deixou uma pegada que ainda persiste e que ressurge agora.

A personagem de Madalena serve-nos de inspiração e, em particular, a visão preservada pela tradição gnóstica. Ela é a chave para a compreensão do movimento galáctico. Pertencia à linhagem da evolução codificada pelo calendário maia e incorporou o Raio Feminino para os tempos de hoje.

 

A matriz e as torres ‘migdal’

Assim como nosso planeta gira em torno do Sol, nossa Consciência gira em torno de um Princípio-Fonte. O princípio único se manifesta como ordem superior, tanto no material, como no sutil. Dita o estabelecimento de certos instrumentos (estruturas elétricas e seres inteligentes) que asseguram uma conexão com a Fonte, ainda que esta conexão seja tênue durante certas épocas.

Cada forma corresponde a um molde ou ideia. Ao planeta físico, corresponde uma matriz que consistem em uma rede de passagens e filamentos que cobre e interpenetra nossa Terra. É parecido com nosso sistema de Internet, mas em uma frequência muito mais elevada. Em vez de atuar do espaço-tempo, vincula estruturas, dimensões e níveis de manifestação. A matriz conecta nosso planeta com o Sistema Solar e com outros sistemas. Esta é a matriz que está sendo ativada neste momento.

Existem seres encarnados e não encarnados que dirigem e colaboram a partir do nível mental superior na criação e da manutenção da matriz, assim como linhas de comunicação e de habilitação entre as dimensões. Assim como ocorreu com Madalena, estes seres movem-se entre a humanidade sem se destacar, na maioria das vezes. Continuam a tradição desde as origens da raça, quando as formas que vestíamos eram menos densas, mas que, por necessidade evolutiva, tanto da matéria, quanto da consciência, foram se condensando até a expressão corporal que temos hoje.

Houve seres que atuaram como guardiões e mestres até que a humanidade houvesse alcançado a potência e o refinamento necessários para modular sua mente-consciência com foco e direção, marcando assim o ritmo vibratório da matéria. Mantinham seus corpos e construíam formas de utilidade através da mente. Estes conhecimentos foram se restringindo na medida em que o corpo físico da humanidade e do planeta se tornou mais denso. Foram preservados por uns poucos e, na atualidade, se conhece como centros de ocultismo. Diante do chamado galáctico, alguns destes métodos passaram a exercer influência sobre escolas de pensamento e terapias conhecidas popularmente, contribuindo para todo tipo de sistemas energéticos e dinâmicas do movimento.

Existem discípulos entre nós que conhecem o processo de alinhamento, intenção e sustentação de força que contribui para o fortalecimento da matriz e dá acesso às suas passagens multidimensionais. Conhecem a localização das conexões, que nem sempre correspondem a lugares sagrados. Seu trabalho não se limita ao nível físico. Os lugares consagrados e custodiados por alguns grupos étnicos têm ajudado imensamente a sustentar certa estabilidade vibratória. Mas, o que realmente fará diferença será o estado de ser coletivo da humanidade. Aí está o chamado para que as multidões se juntem e doem suas energias.

A sincronização e a energização necessárias para esta afinação galáctica, ou seja, a frequência da humanidade, estão sendo dirigidas por iniciados em encarnação, aliados a inteligências dedicadas a este propósito. Eles e a humanidade, na frequência correta, facilitarão o alinhamento entre o céu e a terra. Este composto energético, que na realidade consiste de uma substância etérica, reproduz, alimenta e fortalece as passagens originais. Tanto antes como agora, a conexão se mantem por meio de um trabalho consciente que deverá abarcar o modo como a humanidade vive e pensa.

Originalmente, as passagens eram construídas com uma combinação de materiais físicos e mentais. Eram compostos pela mesma substância-luz-consciência dos corpos dos indivíduos em encarnação. Eles costumavam ser usados como meio de transporte de corpos de luz e para comunicação de formas de pensamento. Cada centro de transmissão ou ensinamento em diferentes partes do planeta estava conectado horizontalmente com o mundo e a galáxia e verticalmente com as dimensões.

No espaço, se assemelham a vórtices ou buracos de minhoca. Vistos da perspectiva material, parecem ‘torres’, faróis para a humanidade, que logo se transformaram em plataformas e altares. De todos eles, o vórtice mais conhecido é o usado na cerimônia anual de Wesak (lua cheia em Touro), uma grande passagem através da qual as forças, energias, inteligências e influências descem ao planeta, ao mesmo tempo em que as aspirações e os desejos da humanidade sobem.

Os povos antigos, como os sumérios ou o Egito pré-histórico, tinham conhecimento destas estruturas. Para o povo hebreu do tempo de Jesus, a estrutura era conhecida como ‘migdal’ ou ‘torre’ que por associação às suas faculdades e ao seu trabalho, foi vinculado à Madalena (migdal-ena). Ela fazia parte do grupo de guardiões dentro do ministério de Jesus. Os melhores registros destas atividades, que incluíam a ativação e o manejo de submundos, encontram-se nos registros gnósticos da primeira época cristã. Por meio disto, purificavam-se as pessoas, ajudavam a reconexão dimensional e facilitavam a passagem de forças construtivas. Graças a esta passagem, Jesus conseguiu realizar sua grande obra para o planeta e para a humanidade. Além de abordar a ressonância e a reciprocidade da antiguidade, a atual ativação do Raio Feminino estimula o fortalecimento dessas passagens como um clima para a manifestação da família planetária.

 

A evolução

Para entender em que consiste a evolução da humanidade e a etapa em que estamos, é preciso compreender que existem níveis de desenvolvimento humano e que nem sempre estes níveis coincidem. A evolução da matéria e a expansão da consciência devem transcorrer concomitantemente. Em nossa etapa atual, destacamo-nos pelo desenvolvimento tecnológico, físico e mental, mas estamos muito atrasados no cultivo da consciência e da percepção.

A evolução da matéria ocorre no nível físico. É horizontal, linear e progressivo. A expansão da consciência envolve a incorporação total da nossa experiência e dos valores humanos em um plano de refinamento e de elevação vertical. O efeito sobre a matéria é produto da ação expansiva e necessária da consciência masculina. O trabalho de sublimação, ou seja, da consciência não intelectual, corresponde à qualidade feminina que iniciamos agora sobre as bases bem plantadas pelo trabalho masculino.

A evolução em ambos os aspectos responde a um impulso que marca a própria humanidade e a influência solar física, mas também vem transfigurada por correntes de luz galácticas sutis e potentíssimas. As energias sutis guiam a consciência da humanidade e são dirigidas sabiamente por uma Inteligência superior que responde à lei ‘igual atrai igual’. Quando a humanidade estiver preparada, ou seja, quando seja capaz de sustentar altíssimas frequências e de manter sua integridade, estará pronta para o próximo passo.

E o passo seguinte necessário para a humanidade e para o planeta é o cultivo da qualidade de vida que corresponde à intensificação do Raio Feminino. Isto equivale ao chamado desenvolvimento da sensibilidade feminina e da sua influência. Agora, cabe-nos a verticalização, a refinadíssima excelência da percepção essencial. Enquanto a estrutura masculina nos oferece visão, ordem e refinamento mental, nenhuma máquina ou fórmula poderá alcançar a amplitude e a profundidade vibratória que oferece a estrutura feminina.

O valor do Feminino no encerramento dos ciclos maias em 2012 e com a aproximação progressiva do Raio Feminino requer grande quantidade de energia feminina. A reverberação desta estrutura facilitará o acesso e a gestação das passagens. Uma ressonância que somente a mulher, como resultado da sua anatomia, poderá canalizar. A sacerdotisa foi e sempre será a pedra angular de todo ritual e processo espiritual.

O desenvolvimento da consciência necessita de base sólida e discriminante de uma disciplina mental e física, uma vontade inquebrantável e uma conscientização do mundo luz-sombra que compartilhamos. Nosso Sistema Solar está exigindo um salto que se impõe à frivolidade e à conveniência humanas. Necessita de uma colaboração massiva e de uma aceitação profunda do significado do sistema e da função do feminino. Nós nos voltamos para uma visão maior e mais profunda dos valores humanos e universais e a mulher é portadora da qualidade energética e do conhecimento gestacional para realizá-lo.

O trabalho real acontece no pano de fundo do óbvio e reverbera no ventre consagrado da mulher. Estamos em uma encruzilhada em que novamente há a possibilidade da comunicação e da comunhão do passado. Para isto, temos trabalhado muito, desde os pioneiros ativistas e aqueles que têm atuado a partir do invisível das décadas passadas até a atualidade.  Está claro que a pressão entre a Luz nascente e a escuridão densa se intensifica em todos os planos. Assim como nosso empenho. Cabe a nós elevar a ressonância da matéria que nos alberga.

Alguns trabalham diretamente nas grandes cidades para alterar, em função de vínculo, as ‘texturas’ desse mundo físico. Destas, a mais crítica é a textura construída pelas fomas-pensamento das pessoas, que se cristaliza como estereótipos e crenças coletivas. Ainda que seja somente o início, já se percebe a intensidade dessa força magnética que verte sobre o planeta. Além de ativar a psique e a mentalidade femininas, o Raio Feminino está transformando as expressões sociais, os governos e as instituições. Típico do gênero, o núcleo de cada forma está se abrandando, removendo e extraindo das profundezas tudo o que falta para a ética e justiça humanas e o que impede a santidade e a integridade de cada formulação.

O Raio Feminino atua de forma aparentemente ilógica e desorganizada, com a ferocidade típica da leoa com filhotes que tanto simboliza a força instintiva da mulher. Diríamos que é o regresso da Esfinge que preserva, sob a aparência serena, a força do Caos que deu origem à vida. Nem os governos, nem as igrejas, nem as cidades, nem a economia, nem o pensamento serão os mesmos.

A Lua e a água sempre foram símbolos do feminino que magnetiza, inunda, dissolve e ativa rodamoinhos que dão polimento e desatam toda a rigidez e imperfeições, descuidando das aparências e promessas de continuidade. Fiel à corrente da paixão que inspira, levanta e floresce em infinitas sutilezas e perfumes da criação. Recorda-nos o que foi e o que é possível através da sensibilidade humilde da nobreza excelsa de um homem e da poderosa capacidade de gestar de uma mulher. É tempo, em todos os sentidos (estrutural e psíquico), da Madalena e da reconexão.

O Raio Feminino vem guiado pela alma cósmica de todos os tempos e transcende à própria forma, vestindo cintilante roupagem magenta e dourado sobre um fundo celeste com detalhes de luz diamantina. Traz consigo presentes infinitos, fórmulas desconhecidas, possibilidades transcendentes e uma simplicidade comovedora.

 

Tradução: Cláudia Avanzi

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