Portugues

CONHECE-TE XIII Construindo a Paz

(última parte da série ͞Conhece-teX, XI, XII y XIII͟)

19 agosto 2013; original

Traduzido por: Cláudia Avanz

Se você tem acompanhado esta série, tal vez ainda não tenha compreendido porque se associa a personalidade a uma manifestação negativa como o vício. Claro que não somos abertamente ͞invejosos͟, ͞gananciosos͟ ou ͞luxuriosos͟. Somos muito bem educados e socialmente adaptados para reconhecê-lo. Exagerei nas características do comportamento para concentrar-me nos hábitos da mente que utilizam atributos energéticos como recurso inicial. Em meu estudo, o propósito é compreender claramente como, por exemplo, a ira contém o potencial de liderança. Ou a inveja que desenvolve e emprega faculdades basicamente neutras e, por isto, adquire a habilidade de perceber e medir configurações à distância. Então, uma pessoa que demonstre liderança ou avalie abstratamente fenômenos tem que ser irado ou invejoso? Não.Se quisermos adquirir domínio sobre nós mesmos, necessitaremos nos conscientizar de como as formas-pensamento atuam em nós e em nosso ambiente. Especialmente, necessitaremos aprender como alterar sua possibilidade no momento emqueas forças emergem, sem perder o precioso impulso que produzem. A […]

CONHECE-TE X: A PERSONALIDADE É UMA FORMA-PENSAMENTO

 

Zulma Reyo

Continuação de “Conócete” II, IV e V

É admirável lutar pelo que acreditamos, pelo que nos apaixona, pelo que amamos e sustentamos como um ideal no mundo que nos oferece a liberdade de expressão. Estas coisas poderiam definir o que nos agrada e o que nos diverte, mas seria ir longe demais e nada apropriado dizer que definem “quem” somos. É absurdo quando uma pessoa se identifica com etiquetas que descrevem a aparência, as características de comportamento, a religião ou até a preferência sexual dizendo “isto é o que sou!”. Estas são qualidades, sentimentos e crenças que envolvem a força interior que lhes dá poder. A sociedade apoia este processo rápido de identificação, que permite nos manejar como se fossemos um produto. O pior, muito pior, é que definimos uns aos outros e a nós mesmos desta maneira.

Um ser humano não é um objeto que possa ser definido. A psicologia pode observar o comportamento da personalidade e catalogá-lo, mas nunca poderá etiquetar um ser humano. O ser humano representa um espaço amplo de possibilidades: um foco central, invisível e todo-poderoso […]

O PROGRAMA

O PROGRAMA I – Mentalidade Globral

O Programa é um filtro planetário que condiciona o comportamento de uma era.

Há muito tempo, a humanidade perdeu a noção do conhecimento precioso de que o ser humano é livre e está equipado com conexões que lhe permitem reconhecer, vincular e reinar sobre a realidade interna e externa. Como modelo humano, somos desenhados para construir nosso mundo de maneira autônoma, individual e plenamente consciente. Possuímos o equipamento, mas ainda não sabemos como acessar a estrutura que nos permitirá reconhecer que, longe de ovelhas ignorantes, somos criadores.

Hoje, a humanidade evoluiu até o ponto da autodestruição e surge uma sensação suscetível e persistente. Sentimos que, em algum lugar dentro de nós, se encontra uma chave para a liberdade e para a criatividade que ansiamos. Percebemos uma barreira invisível que não nos permite descobrir ou indagar mais profundamente e não sabemos como transpô-la.

Uma programação social rigorosa e extremamente sutil, que começou como medida para cuidar e assegurar o bem comum e sua continuidade, converteu-se em uma poderosa barreira para a criação humana, arraigada fortemente nas bases da nossa […]

O QUE SÃO OS MISTÉRIOS FEMININOS?

O QUE SÃO OS MISTÉRIOS FEMININOS?

Os Mistérios Femininos são o legado da feminilidade. Sua natureza espelha o que ocorre com e através da estrutura interna feminina, uma imersão não racional e direta no movimento contínuo do universo. Alguns chamam este movimento de Caos. Mas, em lugar da desordem, esta dinâmica revela a verdade essencial. Nas escolas ocultas, este conjunto de experiências é o requisito fundamental para a iniciação nas práticas avançadas para ambos os gêneros porque abre o caminho para o que existe além da mente linear e dos sentidos físicos. Por isto, os processos recebem a denominação de mistérios. Para os homens, são movimentos quase inexplicáveis, mas para a mulher, o mecanismo indefinível é muito familiar.

Na fórmula egípcia, os mistérios “menores” de Isis e da Lua (o feminino) abriam o caminho para os mistérios solares de Osíris (o masculino) que ensinam a direção e a estruturação das forças da vida. As duas etapas devem ser vividas e não apenas compreendidas. Cada uma desenvolve peculiaridades de gênero com o propósito de criar equilíbrio e, juntos, evocam a construção de um […]

A SENDA FEMININA

Zulma Reyo
(revisão de artigo anterior)

Pela primeira vez, depois de cinco mil anos, estamos entrando em um grande ciclo feminino que durará muitos séculos. Vivemos em um tempo de escuridão e confusão que, na aparência, se assemelha à complexidade própria da mulher. Como ocorre com ela, o desenvolvimento nestes
tempos não é lógico nem formal. Consiste no domínio do incognoscível, do Caos Primordial.
Uma mulher está física e psiquicamente estruturada para se converter em uma adepta no manejo do fluxo e refluxo da criação, uma conexão de forças que ocorre diariamente.
As marcas da senda feminina nos ciclos anteriores se perderam sob os efeitos do tempo e da transformação física da terra. Hoje, cabe à mulher, em atitude de profunda afinidade, intuir as possibilidades de modificar radicalmente a si mesma, seu autoconceito e à sociedade em lugar de copiar o modelo masculino.
Antes e como consequência das necessidades do ciclo masculino, uma mulher aprendia em templos sobre sua natureza com as mulheres mais velhas, mantendo a tradição de uma Isis
“velada”. Hoje, esses véus caíram e Shekinah (o aspecto feminino da Kundalini) manifesta-se em todas as suas […]

UM CHAMADO para AS MULHERES EXECUTIVAS – PARTE III FINAL

UM CHAMADO para AS MULHERES EXECUTIVAS – PARTE III FINAL

(Original de 2013)

 

 O que geralmente impede a mulher de descobrir e, então, alcançar a plenitude é seu envolvimento emocional, geralmente automático, com o mundo que a circunda. Esta característica define sua dificuldade, assim como a sua força, no mundo energético, regido pela sensibilidade como ferramenta que é mais rica e precisa do que a intuição.

 

Ninguém tem o direito de dizer o que você é, o que quer ou de impor uma direção para a sua vida. Isto deve ser determinado por você, baseando-se na percepção clara de causas e efeitos prováveis que você põe em movimento. Como pré-requisitos para manejar o mundo, são necessários o conhecimento consciente e deliberado e o manejo das suas próprias energias.

 

O autodomínio requer trabalho duro e que vai contra a corrente. Consiste em clarear tudo o que não é verdadeiro no mundo: as crenças, as ilusões, a superficialidade, a obsessão com as sensações da pele e o vício da intensidade das falsas emoções. Requer um esforço para sair do terreno conhecido e entrar no Real que, […]

AS LEIS DA VIDA – I

As leis da vida: série em quatro partes.

The Bird Madonna (La Mujer-Pájaro) by Elena Ray

Parte I: As criações humanas

Existe uma Fonte com muitas manifestações. A Consciência é Uma e todas as suas expressões a refletem com inteligência e júbilo sem limites. A manifestação na matéria, incluindo nossa própria identidade e as formas que nos rodeiam, é múltipla e adquire formas específicas determinadas pelo seu criador. Como seres humanos, criamos através da Consciência e vivemos de acordo com esta criação: como matéria ou como inteligência.

Ser humano sugere duas possibilidades. Pode se considerar um ser separado, um efeito das leis naturais, ou pode se considerar uma parte do todo, em sintonia com a Lei do Um (veja a série “Conhece-te”). Tanto a Lei Natural, que rege a matéria e a densidade, quanto a Lei do Um, que inspira a inteligência e governa o coração criterioso, expressam-se por meio da humanidade e constituem o complexo da sua natureza dual. A matéria congrega e a Consciência liberta. A questão é dominar as duas.

Criamos cada expressão pelos poderes dos nossos pensamentos, sentimentos e palavras […]

A EXCLUSIVIDADE

Todo o mundo quer “exclusividade”, um privilégio concedido a poucos selecionados. Pode ser um segredo ou uma oportunidade, pública ou privada, em uma relação, com o melhor amigo, com nosso filho. Debatemo-nos entre direitos e vantagens que implicam em pertencimento e importância. Queremos ser melhores do que os outros e cedemos a este estado por associação para que nossa grandeza possa ser reconhecida.

Crescemos envolvidos pela ideia de que merecemos um tratamento especial e, quando isto não acontece, ficamos paralisados. Uma vez obtido o tratamento especial, passamos a controlar as pessoas exatamente por causa disto. A exclusividade é contrária aos valores humanos e espirituais. Pertence ao mercado que comercializa produtos. Ansiando pela exclusividade, machucamos uma parte importante da nossa sensibilidade. Nós nos desconectamos de outros aspectos da vida e inflamos nosso ego, isolando-nos do grande oceano de unidade que define o Eu. Não queremos ver o egoísmo que isto envolve particularmente se aspirarmos a uma vida mais espiritual. Em vez de construir nosso caráter, separa-nos do mundo da normalidade onde a liberdade se encontra.  E é cruel. Somos seduzidos e nos vendemos por […]

A ESPIRITUALIDADE HOJE – II

A ESPIRITUALIDADE HOJE: Série em quatro partes

 (Texto baseado em conferência proferida na “Fundação Columbia”, Buenos Aires, Argentina, Outubro de 2014).

 SEGUNDA PARTE

Idealismo e dogma

Suponhamos que, no início, a humanidade era simples e respondia às necessidades físicas. Para as massas em desenvolvimento, a consciência espiritual estava muito distante da experiência material. A realidade era uma desesperada sobrevivência. A espiritualidade expressava-se como veneração ao milagroso. As pessoas destes tempos reverenciavam o que era irremediavelmente diferente delas. A experiência sensível Disto era esmagadora e intraduzível.

Surgiram duas modalidades fundamentais de prática espiritual que correspondiam à necessidade de encontrar sentido em meio ao bombardeio constante de sensações. As práticas voltaram-se para a força emocional entremeada com o pensar primitivo e a vitalidade física.  O caminho de “Bhakti” (devoção) atendia à necessidade de sentir abraço do princípio matriarcal. O yoga apareceu como representante da ordem e do sistema patriarcal, o comando e obediência à forma. Os verdadeiros mestres eram poucos e facilmente identificáveis pelas pessoas comuns através da fisionomia, estatura e colorido. Vinham da realidade de outro mundo.

Uma segunda civilização surgiu para compensar o fundamentalismo da primeira. […]

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